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A chave que não quer virar.

 


A tal virada de chave do Flamengo em 2023 está bem complicada. Quando se espera que virá dá xabú de novo.

O jogo de ontem teve um resultado bem aceitável para quem não assistiu e não sabe como foi, para quem assistiu ficou um gosto muito, mas muitíssimo amargo.


Se olharmos o gráfico de intensidade retirado do SofaScore teremos uma ideia bem focada do que foi o jogo. O Flamengo iniciou melhor comando as ações do jogo por 10 minutos, depois o Racing passou a controlar as ações e rondar a área do Flamengo, mas sem que acontecesses nada de relevante até que o jogador Gabriel Hauche do Racing faz uma falta dura e desnecessária no Ayrton Lucas, e menos um minuto depois faz outra falta, talvez necessária mas muito violenta no mesmo Ayrton Lucas, entrou com o cotovelo no pescoço do jogador do Flamengo.

Tivemos a partir daí um outro jogo, o Flamengo dominou todas as ações, empurrou o Racing para trás, acuado, e passamos a ter algumas chances até que surgisse o golaço feito de canela do Gabriel, mas como dizia Dadá, "feio é não fazer gol", e apesar do chute de canela, foi um chute bonito e indefensável.

Começamos a segunda etapa dominando o jogo, sem produzir muito mas sem sofrer qualquer susto, até que começamos com a brincadeira de errar passes bobos no meio do campo. Mas mesmo assim o Racing não se criava. Aos 20, no meu entender, veio o maior erro da partida, Sampaoli colocou dois jogadores sem ritmo de jogo juntos, Bruno Henrique e Arrascaeta, para saída de Pedro e Vidal, não que os dois que saíram estivessem bem, aliás não sei se por determinação do Sampaoli ou não, mas Pedro tem jogado encaixotado entre os zagueiros e não tem conseguido se movimentar, pouco recebe bolas e pouco tem conseguido dar continuidade.

Eu até tiraria os dois, mas teria colocado dois meninos, Igor Jesus, Vitor Hugo ou Mateus França cairiam melhor. O fato é que mais uma vez perdemos uma bola no meio de campo ali pela esquerda e numa sucessão de erros a bola chega meio carambolada para o Wesley que domina mal, ou não domina, e ele parte para uma dividida com o jogador do Racing, falta, segundo amarelo e expulsão. Rigoroso, talvez, mas coerente com o que foi o resto do jogo o senhor juiz.

A partir voltamos ao show de horrores que estamos acostumados já. Santos, a despeito da falta bem cobrada, não pode simplesmente desistir do lance, tem faltado o mínimo de confiança a ele, não fui um entusiasta na sua contratação, mas ele também não é baranga modelo 2023.

Equilibrado o número de jogadores em campo, ou não, porque Arrascaeta e Bruno Henrique praticamente não ajudaram em nada, foi um barata voou geral no nosso time, nada mais funcionava, Fabrício Bruno entregou a rapadura e para nossa sorte o atacante dos caras perdeu um gol padrão Flamengo de gols perdidos, Santos teve que fazer mais umas duas defesas. Quase colocamos vantagem de novo num lance fortuito.

Rescaldo, o resultado não foi ruim, temos 3 jogos pela frente, dois em casa e saímos apenas para enfrentar o Ñublense, podemos meter aí 9 pontos, que nos levariam aos 13 no total e uma quase certo primeiro lugar no grupo e estarmos entre os melhores no geral. Mas Sampaoli precisa abrir o olho, tratar o emocional desses mimados com salários astronômicos, e abrir espaço para os garotos. Arrascaeta e Bruno Henrique tem que voltar, e esperamos bem, mas nesse momento os dois juntos em campo, sem ritmo não dá. Boa parte desse empate vai na conta do técnico, muito mais do que na conta do Wesley que no entanto precisa controlar melhor a emoção e ser menos afoito.

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