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Internacional, freguês contumaz



Flamengo x Internacional na Libertadores.
Já viu esse filme? Pois é… e eu sei o final.

Eu tava lá em 2019 (tá, não no estádio, mas grudado na TV com o coração na boca). Maracanã, jogo de ida, 2x0 pra gente. Sólido, tranquilo. Jogo de volta no Beira-Rio? Inter achou que ia dar o bote, fez um gol com Rodrigo Lindoso, o VAR confirmou e o estádio tremeu… por uns 20 minutos. Até Bruno Henrique decidir que era hora de humilhar e dar aquele passe açucarado pro Gabigol matar o jogo. Foi o famoso “pode desligar a luz, já acabou”. E assim seguimos.

Mas essa história de Inter e Flamengo não começou ali, não. O currículo de “vice oficial” é invejável.
1987: ficamos com o título e eles com a lembrança.
2020: mesma novela.
E 2009? Ah… 2009 merece uma taça só pelo drama.

Lembra da última rodada? Eu lembro como se fosse ontem. Eles precisavam ganhar do Santo André no Beira-Rio. Fácil, né? Torcer como loucos pelo seu maior rival, o Grêmio. Pois é… e o Flamengo tinha que ganhar do Grêmio. Começa o jogo lá no Sul, e o Grêmio fez 1x0. A torcida do Inter já tava comemorando antes da hora. Só que aí veio o roteiro rubro-negro, David Braz empatou depois de Adriano Imperador disputar a bola, Petkovic dando aula na cobrança de escanteio e o Magro de Aço, Ronaldo Angelim, talvez encarnando o Rondineli meteu o 2x1, e o Flamengo virou campeão. No fim, a festa no Beira-Rio virou velório. Eu juro que consigo ouvir até hoje o narrador tentando disfarçar a voz embargada: “No Maracanã… é campeão o Flamengo!”.

E agora, amanhã, mais um capítulo. Eu, sinceramente, já nem encaro como jogo. É mais um episódio de série. Você sabe o que vai acontecer, mas assiste mesmo assim, porque, no fundo, é divertido ver a reprise.

Ah, e quanto ao “Edmilson, 43 anos”, isso aí já é folclore do futebol. Não importa se ele existe ou não, é tipo personagem de novela, ninguém confirma, mas todo mundo comenta.



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