Pular para o conteúdo principal

Foi 3x0, foi pouco, foi bem mais ou menos, mas foi um pouco melhor.



A vitória sobre o outrora voltaço, foi um pouco além do protocolar, mas foi sim melhor do que os jogos anteriores. 

Iniciando o jogo com um time misto pelo conceito do Tite com meio de campo e ataques reservas, o Flamengo sufocou o Volta Redonda nos primeiros 20/25 minutos mas sem criar muitas chances, desperdiçou alguns ataques pela incapacidade que o Wesley tem demonstrado de tomar boas decisões, por conta proverbial inutilidade da perna direita do Gabriel, pelo desentrosamento, e sobretudo pelo péssimo estado do gramado do Maracanã, falaremos mais a frente sobre isso. 

Mas vale ressaltar que o bom goleiro do Volta Redonda, fez algumas boas defesas também.

O gol aos 8 minutos deu a impressão que a goleada fluiria normalmente. Não fluiu.

Praticamente não tomamos sustos no primeiro tempo.

Veio o intervalo e a provável orientação do time pelo Tite para recuar e partir nos contra ataques. Essas esticadas de bola da defesa para o ataque feitos de forma direta tem se demonstrado absolutamente infrutíferas, o Flamengo não tem tantos atacantes de velocidade e o que quase sempre tem ocorrido é a bola chegar ou na direita ou na esquerda, e a jogada parar porque simplesmente não temos os desequilibrantes para sair driblando a defesa toda e nunca eles tem com quem tabelar. Mas o treinador tem insistido nesse modelo.

Vieram as substituições de seis por meia dúzia, talvez apenas para comprovar segundo o treinador que o modelo dele é o certo, e que ele é incapaz de fazer o time jogar com os bons jogadores ao mesmo tempo.

Mas o quadro não mudou muito, seguimos num ritmo modorrento, sem criar muita coisa, até que o gramado, sim ele que tanto nos atrapalha, ajudou, o zagueiro do Volta Redonda se enrolou com a bola e o Arrascaeta cavou um pênalti por assim dizer meio cinematográfico, o VAR não interviu, e o Pedro foi lá e ... desperdiçou, batendo inclusive no mesmo estilo do Gabriel, para nossa sorte e do Pedro, o VAR pegou o goleiro se adiantando, difícil é acreditar que o bandeirinha não tenha visto também. Na segunda cobrança o Pedro manteve o canto e a péssima batida para nossa sorte e dele o goleiro achou que ele ia mudar de lado, se adiantou de novo, mas não adiantou.

Daí para frente o Volta Redonda se entregou, já nem apresentou mais nenhum ímpeto de achar que poderia empatar. Importante ressaltar que aos 31 o Arrascaeta fez um gol, anulado numa suposta falta bem esquisita também.

Os dois gols saíram apenas no final do jogo.

Ressalvados todos os poréns, podemos dizer que foi um jogo fraco mas um pouco melhor que contra Botafogo e Vasco, mas que provavelmente só serviu para o Tite ter a certeza que só ele tem que deve jogar com dois pontas agarrados nas linhas laterais.

O Gramado, ano passado diziam o tempo todo que era o excesso de jogos. Que pasto é aquele? Tem campo de fazendo que é quase isso em que transformaram o gramado do Maracanã. Simplesmente não dá.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Frases sobre o Mengão

" Ser Flamengo e ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram(...)É comungar a humildade com o rei eterno de cada um."-  Arthur da Távola   "Torcida chata e nojenta essa do Flamengo. Se julgam superiores em tudo.... mas com razão, não é ?" -  Bussunda     "Meu orgulho de ser rubro-negro começa pelo orgulho de ser carioca. Não dá para negar que a paisagem mais bonita e mais emocionante da Cidade Maravilhosa é a entrada no Maracanã no dia de uma decisão do Mengão. O contraste da escuridão do túnel que leva às arquibancadas, ou o silêncio dos elevadores sociais para o Maracanã lotado e brilhando em vermelho e preto é de arrepiar qualquer torcedor. Continua pelo orgulho de ser brasileiro e fazer parte da maior torcida do mundo, do time que foi mais vezes campeão brasileiro, no país do futebol. Não preciso nem falar de Zico e companhia, do fato de todos os astros internacionais que nos visitam fazerem questão de usar o manto sag...

BYE, BYE SO LONG VERY WELL

Pois é, como dizia uma canção meio brega do Guilherme Arantes: "Adeus também foi feito prá se dizer". Bye, bye R10, saiba que não deixará nenhuma grande lembrança. Hoje o dia foi de sub-notícias e sub-comentários sobre a saída do dentuço da gávea. Aliás a conclusão do espetáculo circense comandado pela honorável Paty começou ontem a noite quando o Cascão resolveu demonstrar ter um poder que não tem diante de alguns torcedores em Teresina. Em seguida foi desmentido pelo Zinho, que em seguida foi desmentido pelo Ronaldinho. Sei não mas, Coutinho, Zinho, Ronaldinho, é muito inho juntinho. MInha opinião é que o time não ficará nem melhor nem pior sem o Ronaldinho, mesmo porque ele não estava entrando em campo mesmo. O que não entendo é a confusão criada entre defensores dele, os que detestam ele, e os que detestam a diretoria independente da decisão tomada. Difícil achar que haverá qualquer racionalidade numa discussão...

A arte de ser feliz com o Flamengo!

Eu nunca fui muito chegado a listas. Nunca me seduziu essa compulsão por hierarquizar tudo: o melhor time, a melhor era, o ano mais mágico. Comparar 2025 com 2019, 1981 com qualquer outro… pra mim isso sempre soou como uma tentativa pobre de organizar algo que é, por natureza, íntimo demais. Cada época tem um cheiro próprio. Um som específico. Um tipo de alegria e um tipo de dor que não se repetem. Os disparos da memória afetiva não obedecem à lógica — obedecem à vida. Prefiro viver o Flamengo assim: presente. Sem ansiedade de decidir quando fui mais feliz. No futebol, felicidade quase sempre só faz sentido depois que passa. Sou terceira geração de flamenguistas. O Flamengo não entrou na minha vida como escolha racional; entrou como herança. Daquelas que você não questiona, só carrega. Passei a acompanhar mais de perto por volta dos 14 anos, quando o jogo deixa de ser só festa e começa a virar identidade. Ouvi como quem escuta mitologia as histórias de 1978 a 1983. Vi, já com olhos ate...