Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de dezembro, 2025

A arte de ser feliz com o Flamengo!

Eu nunca fui muito chegado a listas. Nunca me seduziu essa compulsão por hierarquizar tudo: o melhor time, a melhor era, o ano mais mágico. Comparar 2025 com 2019, 1981 com qualquer outro… pra mim isso sempre soou como uma tentativa pobre de organizar algo que é, por natureza, íntimo demais. Cada época tem um cheiro próprio. Um som específico. Um tipo de alegria e um tipo de dor que não se repetem. Os disparos da memória afetiva não obedecem à lógica — obedecem à vida. Prefiro viver o Flamengo assim: presente. Sem ansiedade de decidir quando fui mais feliz. No futebol, felicidade quase sempre só faz sentido depois que passa. Sou terceira geração de flamenguistas. O Flamengo não entrou na minha vida como escolha racional; entrou como herança. Daquelas que você não questiona, só carrega. Passei a acompanhar mais de perto por volta dos 14 anos, quando o jogo deixa de ser só festa e começa a virar identidade. Ouvi como quem escuta mitologia as histórias de 1978 a 1983. Vi, já com olhos ate...

Um Enea incomoda muito mais!

  Dizem que felicidade incomoda. E se isso for verdade, o Flamengo deve ser hoje a maior usina de incômodo já registrada na história esportiva do hemisfério sul. Basta o Mengão respirar que já começa o chororô coordenado dos antis: “arrogância”, “soberba”, “time comprado”, “receita inflada”. É quase um coral desafinado, mas persistente — como mosquitos em dia de calor. E no meio desse coro tem sempre ele, o filósofo da reclamação profissional: Abel Ferreira. O homem que jamais perde — apenas é vítima de circunstâncias metafísicas . Quando Filipe Luís desmontou o Palmeiras como quem troca uma lâmpada, o que ouvimos? Nada parecido com “o Flamengo foi superior”. Em vez disso, vieram parábolas, lamentos e analogias de autoajuda que fariam até a Carminha — digo, Leila — revirar os olhos. Aliás, se tem alguém revirando os olhos nos bastidores, é ela mesma: a CEO emocional. Imagina ver o Flamengo projetar quase o dobro de receita para o ano que vem… Mesmo após a tungada industrial...

FLAMENGO ULTRAPASSOU US$ 370 MILHÕES EM RECEITA EM 2025

Aqui você poderá ver os números. Vale a pena. Análise completa de como o Mengão se tornou a maior potência econômica da América (e já está no Top-30 mundial). Números oficiais + fontes no final. 1. PATROCINADOR PRINCIPAL RECORD Betano → R$ 250M/ano (US$ 45,5M) + bônus por títulos conquistados → É o patrocínio master MAIS CARO do Brasil e o 20º do mundo. US$ 10M extras em bônus 2025. 2. COPA LIBERTADORES 2025 Campeão invicto → US$ 36,15M (recorde histórico CONMEBOL) US$ 24M pelo título + US$ 12,15M por fases. Quase o mesmo que o campeão da Champions (US$ 27M). 3. MUNDIAL DE CLUBES Oitavas de final → US$ 27,7M garantidos pela FIFA US$ 5M extras em merchandising global pós-torneio. SUPERCOPA BRASIL + BÔNUS Título + ativação bônus Betano/Adidas → US$ 5M no total. 4. PATROCÍNIOS UNIFORME (todos) Betano (peito) Hapvida (costas) BRB (ombro) Shopee (mangas) Assist Card, Texaco, ABC, Zé Delivery → USD 50M anuais fixos (o pacote mais caro da América do Sul).  5. VENDAS DE JOGADORES (líquido)...

NUNCA DUVIDEM DO MENGÃO — ESPECIALMENTE OS PRÓPRIOS RUBRO-NEGROS

Há sempre os que duvidam. Até dentro da Nação. E tudo bem — quando você é a maior torcida das Américas, você abraça desde o sujeito que acredita no título em janeiro até aquele primo pessimista que acha que todo jogo é armadilha espiritual. A Nação é tão grande que comporta de tudo: os visionários, os céticos, os supersticiosos, os que confiam, os que tremem, e os que tremem enquanto dizem que não tremem. Minoria barulhenta, é verdade. Mas como bons anfitriões do maior condomínio humano do continente, a gente acolhe todo mundo. O otimista, o apocalíptico e até aquele que diz “não sei não…” aos 30 segundos de jogo. Só tem uma recomendação básica: nunca duvidem do Mengão. Da camisa que pesa toneladas. Da força que atravessa décadas. Da fibra que não precisa ser anunciada. Do peso… que definitivamente não é quilo — é libra mesmo. Porque quando o Mengão encontra um dos porquinhos assustados pela frente, a lógica é sempre a mesma: o predador do topo da cadeia alimentar das Améric...

O Primeiro TETRA Brasileiro da Libertadores

O jogo começou como começam as partidas grandes: não no apito inicial, mas no silêncio tenso que precede a primeira dividida. E ali, antes de qualquer toque na bola, já dava pra perceber quem havia ido a Lima para disputar uma final — e quem havia ido para sobreviver a ela. Guillermo Varela foi o primeiro a deixar isso claro. A atuação dele não foi boa: foi categórica. Nota 10 não por estatística, mas pela maneira como interpretou o jogo. Ele parecia entender que finais não se vencem apenas correndo — vencem-se lendo o ritmo, antecipando o erro do adversário, conduzindo o time para onde o jogo precisa ir. Varela jogou como se estivesse escrevendo um tratado sobre intensidade e precisão, cada bote um parágrafo, cada avanço uma tese. E no meio desse terreno tático, surgiu Danilo. O herói improvável. O tipo de personagem que só o futebol consegue produzir: discreto na maioria das noites, decisivo exatamente na noite que ninguém espera. Seu gol — e, ironicamente, sua defesa com a perna,...