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Mais um atropelo …

“Mais um atropelo em cima do Atlético-MG? Que novidade…” Sabe aquele jogo que a gente já viu tantas vezes que até dá pra narrar de olhos fechados? Pois é. Flamengo e Atlético-MG pela Copa do Brasil, Maracanã lotado, e o roteiro… bom, o de sempre: vitória rubro-negra. 3x1. Sem sustos, sem drama. Com autoridade. Com superioridade. Com a tranquilidade de quem já tá acostumado a passar o trator em cima do clube local de BH. E o mais engraçado — ou triste, dependendo do ponto de vista — é como eles se emocionam. Eles acham que existe uma rivalidade. De verdade. Falam da gente como se fossem o Palmeiras, o Vasco, o Flu, o Inter… Não são. Nunca foram. Mas vivem essa relação unilateral, essa obsessão, esse amor platônico por nós. Enquanto isso, pra gente, o Galo é só mais um. Um sparring de luxo que vez ou outra acerta um golpe, mas que invariavelmente acaba com a cara na lona. Eles dizem que nos odeiam. A gente mal lembra que eles existem. E cá entre nós: até tentaram jogar. Vieram com vontad...

O GALO TREME, O FLAMENGO RI: DOMINGO É DIA DE LEMBRAR 1987

Domingo tem Flamengo x Atlético-MG no Maracanã. E sabe qual a primeira lembrança que vem? 1987. Copa União. O Galo veio cheio de peito, jurando que ia peitar o maior do Brasil. Resultado? 3x1 Flamengo , dois de Bebeto, um de Renato Gaúcho, e o Mineiro voltando pra Belo Horizonte de cabeça baixa, engolindo a seco a superioridade rubro-negra. Aquele jogo foi mais que uma vitória — foi a afirmação do que todo mundo já sabia: não existe rival que nos assuste. O Atlético tentou fazer barulho, mas encontrou um Flamengo que simplesmente transbordava talento e grandeza. Era Zico, Bebeto, Renato, Leandro… era o peso de uma camisa que não joga, atropela . E é sempre assim. Desde aquele 1987, toda vez que o Galo pisa no Maracanã com pose de valente, sai lembrando que contra o Flamengo não existe coragem que dure 90 minutos. Eles tremem. Tremiam naquela época, tremem agora. É biológico: diante do Rubro-Negro, o tal “Galo” vira pintinho. Podem dizer que não ligam, que não têm medo, mas a raiv...

Bragantino 1 x 3 Flamengo - 06 de outubro de 2021

Aquela noite em que o Flamengo jogou com alma, não com nome Tem jogo que é só jogo. Tem vitória que é só mais três pontos. Mas tem dia que o Flamengo resolve lembrar o mundo por que ele é o Flamengo. E foi exatamente isso que aconteceu em 06 de outubro de 2021, num estádio acanhado em Bragança Paulista, quando a gente meteu 3 a 1 no Bragantino — fora de casa, sem meia dúzia de titulares, e com a autoridade de quem manda no pedaço. Era uma quarta-feira qualquer, mas pra quem é rubro-negro de verdade, foi uma daquelas noites que ficam. Daquelas que a gente lembra até onde tava sentado no sofá. Porque o time entrou em campo com desfalques pra dar e vender: Gabigol, Arrascaeta, Everton Ribeiro... tudo na seleção ou no DM. O pessoal da imprensa já vinha com aquele papo: “Agora o Flamengo vai tropeçar”, “Vamos ver se o elenco aguenta”, “Bragantino é pedreira”. E aí... bom, aí o Mengão foi lá e passou o rodo . Logo no começo, Pedro mostrou porque é rei. Recebeu na área e mandou pra rede co...

Crise Inventada, Contradição Armada e a Alegria de Ser Rubro-Negro

Em tempos de timelines inflamadas, qualquer tropeço vira tragédia e todo jogo vira motivo pra fritura pública. E aqui eu já deixo claro: deploro qualquer tentativa de fritar o Filipe Luís neste momento . Há quem queira plantar crise no departamento de futebol por causa de contratações — e embora eu mesmo ache que o elenco precisa de reforços em algumas posições (isso é evidente), tem uma incoerência no ar que não dá pra ignorar . De um lado, tem gente cobrando desempenho como se tivéssemos “ O MELHOR ELENCO DO BRASIL ”. Do outro, a mesma galera parece estar arrancando as calcinhas pela cabeça exigindo "MUITAS CONTRATAÇÕES" . Ué? Ou temos o melhor elenco e não estamos jogando o que deveríamos, ou não temos elenco à altura e precisamos urgentemente reforçar. As duas coisas ao mesmo tempo... é difícil engolir. Aliás, piora quando percebo que muita gente afirma as duas coisas com a mesma convicção . Como se fosse possível exigir um futebol de 2019 e, ao mesmo tempo, um paco...

🏴🚩Flamengo Campeão Carioca 2020

🟥⚫ Flamengo Campeão  Carioca 2020: Supremacia, Garra e o DNA da Vitória Por: [Seu Nome ou Assinatura] No dia 15 de julho de 2020 , o Flamengo provou, mais uma vez, por que é o gigante do Rio , do Brasil e da América. Em um Maracanã silencioso, mas carregado de simbolismo, o Rubro-Negro entrou em campo não apenas para disputar uma final, mas para selar uma era de ouro , marcada por talento, raça e supremacia. A noite da afirmação Com a vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense , o Flamengo conquistou o bicampeonato carioca (2019–2020) e reafirmou seu domínio absoluto no futebol do estado. O gol salvador, marcado por Vitinho aos 49 minutos do segundo tempo , foi um soco de emoção num jogo tenso, travado, mas que teve um só dono: o time que veste vermelho e preto com alma e sangue. O herói improvável surgiu nos acréscimos, quando o torcedor já se preparava para a festa, mas ainda queria aquele gol com selo de autoridade . E ele veio, como sempre vem para os que acreditam até o fim. Um el...

Santos 4 x 5 Flamengo (2011): A Noite em que o Manto Pesou Mais que a História

Na Vila Belmiro, palco sagrado de Pelé, Neymar, Ganso e outros deuses do futebol brasileiro, ocorreu, em 27 de julho de 2011, um dos maiores jogos da história do Campeonato Brasileiro. Mas naquela noite, a camisa mais pesada do país falou mais alto. E não foi a do clube que revelou o Rei. Foi a do clube que virou religião. Flamengo e Santos duelaram em um jogo que parecia saído de um roteiro de cinema. Em 45 minutos, o placar marcava Santos 3 x 0 Flamengo . Neymar já tinha deixado um zagueiro no chão com um corte seco, marcado golaço, servido outro e parecia pronto para humilhar. Mas esqueceram de avisar o Santos que não se brinca com a mística rubro-negra. A armadura rubro-negra foi calçada Naquela noite, Ronaldinho Gaúcho não usava um uniforme qualquer. O manto sagrado vermelho e preto parecia ter descido do céu sobre seus ombros como uma armadura mística, a mesma que cobre gerações de heróis da Gávea. Com um sorriso debochado e a serenidade dos gênios, ele começou a arquitetar a ...

A disputa das Ligas no Brasil: mais do que dinheiro, falta maturidade institucional

  A discussão em torno da criação de uma liga de clubes no futebol brasileiro — dividida entre Libra e Liga Forte União (LFU) — se tornou refém de uma narrativa reducionista: tudo gira em torno da distribuição do dinheiro de TV e patrocínio . Mas por que outras questões essenciais de governança, organização esportiva e sustentabilidade de longo prazo foram deixadas de lado ? 1. A miopia da discussão: só se fala de dinheiro A obsessão por fatias do bolo midiático (direitos de TV, streaming, patrocínio) revela a imaturidade institucional dos clubes. A proposta de uma liga deveria partir de um modelo de governança sólido, com critérios técnicos de gestão, licenciamento, controle orçamentário, calendário, arbitragem, base, fair play financeiro e modelo esportivo unificado . Mas isso exige visão de longo prazo, e não barganha de curto prazo. No fim, Libra e LFU não são projetos esportivos, são blocos de negociação comercial travestidos de organização esportiva . A ausência de um pac...