Pular para o conteúdo principal

Postagens

Somos Todos, Menos Alguns!

  Então… chegamos naquele ponto do calendário e da alma em que não dá mais pra fingir humildade. Já é tempo de vestir o manto da Soberba e da Arrogância — as duas virtudes proibidas que só um de nós entende quando a bola começa a girar. Porque, no fundo, você e eu sabemos: somos TODOS menos alguns. Somos o que eles chamam de “coisa ruim”, com medo disfarçado de deboche. E nada une mais uma torcida do que quando o inimigo resolve dar nome ao nosso poder. Mulambos Unidos. Sem departamento, sem facção, sem elite, sem periferia. Da laje quente ao ático refrigerado. Do radinho na calçada ao camarote de vidro. Não existe divisão quando o Manto entra em campo — existe apenas Nação . E isso é tudo o que basta. E tem uma coisa que sempre me pega… a música. Aquele verso que todo mundo canta, mas poucos entendem: “Não importa onde esteja, sempre estarei contigo.” Muita gente pensa que é sobre o time. Mas nós sabemos que não é. Esse “onde esteja” fala de nós. Do teu corre, ...

O Flamengo e a arte de renascer quando todos já o enterraram

  Diziam que estava morto. Mais uma vez. E lá estávamos nós, ouvindo as mesmas vozes, as mesmas certezas, os mesmos discursos de sempre — “o time não tem mais alma”, “acabou a raça”, “esse Flamengo não é o de antigamente”. Mas quem entende o que é ser Flamengo sabe: quando o mundo diz fim , o Flamengo começa o prólogo da próxima virada. Porque o Flamengo tem esse dom antigo e quase místico de renascer das cinzas — não onde estava, mas onde achavam que ele estava. E se há algo que essa camisa ensina há décadas é que não há placar, crítica ou profecia capaz de sepultar o que nasceu pra ressurgir . Pega 1982. O cenário era hostil. Final do Brasileiro, jogo em Porto Alegre, contra o Grêmio, no Olímpico — o favorito era o time da casa. Mas aquele Flamengo era pura combustão. Zico, Nunes, Adílio, Andrade, Leandro… um time que jogava como se carregasse no peito não só o escudo, mas o peso de uma nação inteira. E quando o apito final soou, o Maracanã se fez ouvir até no Sul: Fl...

🟥 EU ERA INFELIZ E NÃO SABIA

  Como o torcedor do Flamengo virou um crítico profissional — e esqueceu como se comemora Lá pelos idos de 2019, eu achava que era feliz. Futebol bonito, time dominante, estádio em festa, o mundo parecia simples. Aí veio a modernidade: algoritmo, expectativa inflacionada, “opinião embasada” em thread de Twitter. E, de repente, ser flamenguista virou um fardo. Hoje, a cada escanteio errado, tem alguém decretando o fim da era. Cada empate vira crise institucional. Cada derrota é a prova irrefutável de que “nada presta mais”. 📉 O novo esporte: sofrer por antecipação O problema não é perder — é sofrer preventivamente . A torcida aprendeu a sofrer como quem investe na Bolsa: tenta prever o tombo antes de cair. “Esse time não ganha nada com esse técnico.” “Fulano já não é o mesmo de 2019.” “Nem adianta sonhar com título.” É a síndrome do pós-êxtase: quando a alegria intensa deixa sequelas emocionais. O sujeito viveu o auge e agora não aceita nada abaixo do paraíso. Ma...

O Coisa Ruim Botando Medo em Geral!

  O Medo Azul em Porto Alegre: o Flamengo Malvadão vem aí Ser gremista não está sendo fácil essa semana. Ter que encarar a maior assombração do futebol brasileiro: o Flamengo Malvadão, deve dar muito medo mesmo. O Coisa Ruim Maior . A locomotiva rubro-negra que atropela sem piedade quem ousa atravessar seu caminho. E se alguém tinha dúvida, o recado já foi dado na última rodada: o Vitória — ou melhor, a Derrota — sentiu na pele o peso desse Flamengo. Foi massacre, atropelamento, um baile de bola. E quando o Malvadão resolve brincar de fazer gol, não sobra muito além de choro e ranger de dentes pros adversários. O Hit do Momento: até o Pica-Pau canta Flamengo Não adianta. Quando o Flamengo embala, até os personagens mais improváveis entram na onda. O novo sucesso nas arquibancadas é o Pica-Pau cantando que é feliz por ser Flamengo . Sim, meu amigo, se até o passarinho mais debochado da cultura pop se rendeu, o que resta pros gremistas? Talvez rezar. Ou aceitar o inevitáve...

O Flamengo não está deixando

  Existe um esforço coletivo entre flamenguistas em “manter a humildade”. É bonito de ver, quase uma campanha humanitária. Mas a verdade é que o Flamengo de Filipe Luís não ajuda em nada nessa tarefa. É como pedir para um milionário andar de ônibus só para parecer gente como a gente. Estatística ou videogame? Mais de 60 jogos e apenas 6 derrotas . Três títulos em quatro disputados. O tipo de currículo que faria um estagiário de redes sociais dos rivais repensar a profissão. No Brasileiro de 2025 , o cenário é ainda mais cruel: 44 gols em 20 jogos e apenas 9 sofridos . Saldo de +35 gols , que não é só maior que o de qualquer outro time: é maior que o ataque inteiro do segundo melhor ataque da competição . O saldo virou artilheiro. E quando se fala em goleada, é quase bullying: quatro até agora. Isso porque ninguém mais conseguiu repetir nem duas. Ah, e tem a maior goleada da história dos pontos corridos. O Flamengo não só ganha — ele reescreve o livro de recordes. A defesa ...

Tem muito dodói dazideia,

Tá, vamos lá, porque tem coisa que a gente até engole quieto, mas tem outras que é impossível não rir (ou chorar) da insanidade coletiva. O Flamengo está liderando, jogando bem, atropelando adversário, mas tem gente que acha que o segundo jogo de um lateral é o momento perfeito pra vaiar. Emerson Royal fez… um jogo inteiro e meio, já virou inimigo público. A lógica é clara: “Não sei se o cara vai render, então vou garantir que ele não renda.” É tipo plantar semente e xingar a árvore porque ainda não deu sombra. Aí vem a comparação mais nonsense possível: Samuel Lino — três jogos — e já tem quem queira medir ele na régua do Michael. Pior: usando isso pra cornetar o Royal. O Michael, aquele que vivia driblando até o gandula, que era caos ambulante. Samuel Lino mal aprendeu onde fica a porta do vestiário e já é debate de mesa de bar. É como comparar um trailer vazando na internet com o filme pronto no cinema. E no meio dessa ciranda, Filipe Luís decidiu assumir o papel de “professor pa...

Internacional, freguês contumaz

Flamengo x Internacional na Libertadores. Já viu esse filme? Pois é… e eu sei o final. Eu tava lá em 2019 (tá, não no estádio, mas grudado na TV com o coração na boca). Maracanã, jogo de ida, 2x0 pra gente. Sólido, tranquilo. Jogo de volta no Beira-Rio? Inter achou que ia dar o bote, fez um gol com Rodrigo Lindoso, o VAR confirmou e o estádio tremeu… por uns 20 minutos. Até Bruno Henrique decidir que era hora de humilhar e dar aquele passe açucarado pro Gabigol matar o jogo. Foi o famoso “pode desligar a luz, já acabou”. E assim seguimos. Mas essa história de Inter e Flamengo não começou ali, não. O currículo de “vice oficial” é invejável. 1987: ficamos com o título e eles com a lembrança. 2020: mesma novela. E 2009? Ah… 2009 merece uma taça só pelo drama. Lembra da última rodada? Eu lembro como se fosse ontem. Eles precisavam ganhar do Santo André no Beira-Rio. Fácil, né? Torcer como loucos pelo seu maior rival, o Grêmio. Pois é… e o Flamengo tinha que ganhar do Grêmio. Começa o j...